No rincozito chamado Pachamama, chega desde as comunidades
tribais o resgate de uma cultura de troca e de interdependência justa com a
existência. Artesãos, pescadores, agricultores, catadores, trabalhadores de
todos os jeitos, experimentando o seu ser social no mundo através de um
trabalho muito mais justo, igualitário e fraternal.
Siiii, se puede, e o conhecimento de povos ancestrais a nos
ensinar, dos abuelos que intercambiam, de uma moeda reinventada, do trabalho
coletivo e de produção comum, renasce a economia solidária como bandeira de
luta de um sistema pós-capitalista.
Pelo Brasil todo e pelo mundo, a esperança de um trabalho
que é de todos, sem hierarquias, o empreendimento é autogerido, e o respeito à
natureza como elemento fundamental pelo que ela nos dá.
E o ensinamento perpassa coletivos populares, estudantis e
de trabalhadores que já questionam as leis do mercado. As universidades abrem
caminhos, seques por onde a política estudantil e de consciência navega como
uma borbulha revolucionária. “E os professores me perguntam, o que é economia
solidária? E eu digo senta aqui que vou te contar uma história” Por que neste
universo saltitam utopistas, visionários que se alimentam de uma identidade a
ser recriada a todo instante, porque não somos, estamos sendo.
E continuando a brincadeira do ano passado, a Associação
Pachamama participará da maior feira de economia solidária da América Latina, em
Santa Maria. E a Irmã Lurdes liga: “Ué, ces não vão participar?” Sim, irmã...E
no sábado estaremos por lá com a turminha de Santa Maria, na feira, às 10h.
“Meditação como prática revolucionária para a Paz”
E o que a Economia Solidária, a Revolução e a Meditação tem
a ver com Nação Pachamama? Tudo! Subi-te neste barco, negrita, e vamos a
construir este novo mundo.
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