E nesse sábado o nosso trabalho
coletivo de permacultura a fim de acarinhar o Vale Sagrado. A chuva caía a
cântaros no dia anterior e nós só na espera para ver se ela iria parar, até
parece que a natureza nos ensina para que aprendamos a confiar, porque as águas
apenas estavam amolecendo a terra para que ficasse mais fácil de cavar.
Lembrei do amigo Demian:
Eu cavo
Tu cavas
Ele Cava
Nós Cavamos
Vós Cavais
Eles Cavam
É...uma poesia
simples e profunda.
E a se a vida fosse assim mesmo,
simples e profunda? Voltar a trabalhar coletivamente, em alegria e esforço,
compartilhando ideias práticas e fazer acontecer um mundo novo possível. E
esses guerreiros que foram, alguns inclusive viajaram de outra cidade para
chegar no sábado às 8h só para estar junto e aprender. E o coração entra em
júbilo por acreditar e os olhos verem que SIMMMM, é possível cambiar todo se
estivermos dispostos a nos despir de nossas vestes de condicionamentos e
arriscar, celebrando e criando esse convívio amoroso e harmônico com todos os
seres.
E Ricardo nosso horizonte que nos
ensina permacultura e compartilha de sua sabedoria, de la tierra, de como lidar
com a grana e compartilhá-la, de seu desejo de chamar a Moncho, Rama e Munay e
darem as oficinas juntitos.
E todos juntos, que estamos nesta
busca de espiritualidade prática e cotidiana, vivenciando e nos desafiando,
recriando a nossa vontade e inocência de criança que a tudo confia e que a tudo
se anima.
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